Vamos lá ver o que sai daqui...
Estou só. Num banco junto ao rio.
O rio que nos separa. O rio sem ponte, iluminado pela lua, que te ilumina tanto a ti como a mim.
Posso não te ver, mas sei que a lua, essa solitária guardiã da terra tudo vê. Se olhar com atenção quase que consigo consigo distinguir o teu reflexo na água.
Cortesias da lua, sei que olhas para ela também.
Não sei se procuras o meu reflexo na água do rio.
O rio que nos separa, a lua que nos liga. Se olhar para ela e sorrir, pode ser que um dia consigas ver o meu sorriso.
Se um dia procurares o meu reflexo no rio, eu saberei.
Sim, a lua conta me os teus segredos. Talvez não saibas mas ás vezes falo com a guardiã da noite.
Ela conta me, que tu estás bem, apesar de estares do outro lado do rio.
Que tens saudades minhas, não tantas como eu tenho tuas, afinal foste tu decidiste atravessar o rio em busca de uma nova vida.
Espero um dia, conseguir construir uma ponte e ir ter contigo.
Mas o que esta ponte tem de especial, é que tem de ser construída a 2. Pois eu não consigo sem ti, nem tu consegues sem mim.
Quem sabe um dia, voltaremos a construir a ponte que desabou, e nos separou.
Até lá... Vou continuar no banco do jardim, a olhar o teu reflexo no rio, a olhar a lua que me vai continuar a trazer noticias tuas.
Apenas peço, que quando decidires voltar para o meu lado do rio, não partas novamente...
Não sem antes construírmos um barco. Em que mesmo que a ponte desabe, estarmos ao alcance um do outro.
E remaremos juntos para sempre, para o mesmo lado do rio....
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